DOR PERSISTENTE · MAIS DE TRÊS MESES

Dor crônica

Quando a dor persiste, a imagem é apenas uma parte da história.

Dor crônica é aquela que persiste ou recorre por mais de três meses. Pode envolver fatores estruturais, inflamatórios, neuropáticos e de processamento da dor, com repercussões sobre sono, movimento, trabalho e bem-estar.

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COMO PODE SE APRESENTAR

O mesmo sintoma pode ter origens diferentes

A localização, o mecanismo, o tempo de evolução e o impacto funcional ajudam a organizar as hipóteses.

01

Nociceptiva

Relacionada a dano ou ameaça aos tecidos não neurais.

02

Neuropática

Associada a lesão ou doença do sistema somatossensorial.

03

Nociplástica

Alteração do processamento da dor sem explicação suficiente por dano local.

04

Mista

Combina mecanismos que exigem estratégias diferentes.

SINAIS DE ALERTA

Quando não esperar

Alguns sintomas exigem avaliação presencial rápida ou atendimento de urgência.

AVALIAÇÃO ESPECIALIZADA

Diagnóstico construído com método

Além de localizar a dor, é necessário entender mecanismo, limitações, contexto clínico e o que realmente modifica a conduta.

  1. 01História temporal e tratamentos já realizados
  2. 02Impacto sobre sono, humor, trabalho e autonomia
  3. 03Exame musculoesquelético e neurológico
  4. 04Revisão crítica de exames sem tratar achados isolados
  5. 05Identificação do mecanismo predominante e metas possíveis
PLANO DE TRATAMENTO

Do cuidado conservador aos procedimentos selecionados

A disponibilidade de uma técnica não significa indicação automática. O plano é proporcional ao diagnóstico e aos objetivos.

BASE DO TRATAMENTO

Estratégia conservadora

  • Educação e plano progressivo de atividade
  • Reabilitação, força, mobilidade e condicionamento
  • Sono, saúde emocional e fatores ocupacionais
  • Medicação ajustada ao mecanismo e ao risco
  • Estratégia interdisciplinar quando necessária
QUANDO HÁ INDICAÇÃO

Recursos e procedimentos

  • Infiltrações ou bloqueios diagnósticos/terapêuticos selecionados
  • Procedimentos guiados por ultrassom
  • Ondas de choque em indicações musculotendíneas específicas
  • Tecnologias terapêuticas e medicina regenerativa com contexto
  • Cirurgia somente quando existe alvo estrutural e indicação clara
OBJETIVOS CLÍNICOS

Tratar a dor preservando movimento e autonomia

  1. 01Reduzir impacto e crises
  2. 02Aumentar função e confiança no movimento
  3. 03Diminuir dependência de estratégias passivas
  4. 04Construir autonomia e acompanhamento
PERGUNTAS FREQUENTES

Informação clara para decisões seguras

Dor crônica significa dor para sempre?

Não. O termo descreve duração; evolução e resposta variam conforme mecanismos e tratamento.

Exame normal invalida a dor?

Não. A experiência dolorosa é real e nem sempre se explica por uma única alteração de imagem.

Existe um procedimento que resolve tudo?

Não. Tratamento costuma combinar medidas proporcionais ao mecanismo e às metas do paciente.

CONTEÚDO MÉDICO RESPONSÁVEL

Assinado e revisado

Dr. Francisco Honório Júnior
Ortopedista e Traumatologista · Especialista em Dor · Cirurgia do Pé e Tornozelo
CRM/AL 5698 · RQE 3037 · RQE 5839 · Membro da SBOT e da ABTPé

Última revisão: 8 de setembro de 2026. Conteúdo educativo baseado em referências institucionais e sujeito a atualização.
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